Jorge descera o morro com vários reféns e os mantinha sob a mira da pistola numa pracinha, perto de um ponto de ônibus.
As pessoas estavam sentadas no chão, com as duas mãos na nuca enquanto aguardavam. Elas não sabiam o que aguardavam, mas Jorge sabia.
De repente, um dos reféns se atracou a Jorge, tentando tomar-lhe a pistola, Este não titubeou, deu-lhe uma facada no abdômen enquanto tentava retomar a arma. O sangue jorrou forte, atingindo quem estava por perto. Uma mulher se levantou e correu gritando para que os outros se abaixassem e se protegessem dos tiros que agora ecoavam.
Jorge quase descarregou sua arma no rapaz mas, infelizmente para ele, não conseguiu atingi-lo uma vez sequer, embora o rapaz já estivesse ferido.
Não teve outra alternativa a não ser fugir.
O ódio cresceu em seu espírito. Até então, não tinha nada contra o rapaz nem contra a senhora que gritara, mas, a partir de agora, matar os dois era uma de suas metas principais. Não deviam ter lhe desafiado, pagarão seu erro com a vida.