Jorge passou a lâmina afiada do
facão no rosto da moça pela 2ª vez, bem de leve, para que ela sentisse só a
ardência causada pelo contato do suor com a ferida aberta. A moça chorava
baixinho, os olhos abertos, a mando de Jorge que queria que ela o encarasse
enquanto era torturada. Estava sentada nua, amarrada pelo pavor à cadeira.
Ele não fazia isso por nada. Ela
era uma errada. Tinha namorado um parceiro e, depois que ele caiu (foi preso e
condenado) ela ousou namorar outro rapaz. O cara nem tinha culpa na história,
era um playboyzinho que ao ver uma garota bonita na praia se aproximara e se
dera bem, ou mal, dependendo do ponto de vista. Se livrar dele foi fácil. Como
não sabia do histórico da menina, apenas tomou uma azeitona na testa e foi
cremado no micro-ondas. Ela não, ela
sabia muito bem o que estava fazendo, portanto seu sofrimento era legítimo e
esperado.
Jorge e seus parceiros já a
estavam estuprando e torturando desde a véspera, só aguardando a ordem do
parceiro de dar cabo à empreitada. O “bródi” queria que ela servisse de exemplo
para as outras, então não poderia ser uma coisa rápida.
De repente, Jorge ouve:
- UEPA!!! Ele já sabia até quem
estava chegando, só não contava que sua irmã estivesse entre as mulheres da
igreja que acompanhavam o pastor. Correu para o interior da casa, na esperança
de que ela não o tivesse visto.
A garota correu ao encontro do
pastor, pedindo pelo amor de Deus que ele a salvasse. O pastor entregou-lhe o
paletó, para que se cobrisse, colocou-a aos cuidados das fiéis e se dirigiu à casa
onde Jorge havia entrado.
Jorge já estava no celular,
ligando para o parceiro preso:
- Qual é a urgência? Quando
estava cumprindo a obrigação, chegou o pastor Celso e nós teve que se esconder.
O pastor, se se intimidar toma o
aparelho das mãos de Celso e grita para o presidiário:
- EM NOME DE JESUS, EU REPREENDO
TODO O ESPÍRITO DE MORTE E DE VINGANÇA!
Em seguida, passa o celular para
Jorge que só repete:
- Tá bem, Tá bem...
Jorge diz ao pastor que a menina
poderá ir, mas ele precisa dar um recado a ela primeiro. O pastor consente, só
que se cria um impasse: o pastor não quer deixar a menina entrar ali e Jorge
não quer ir lá fora. O solução foi Jorge transmitir o recado ao pastor e pedir
que ele o repassasse da porta, em alto e bom som. Este não se faz de rogado:
- OLHA AQUI, LUANA, VOCÊ VAI SAIR
DAQUI, MAS QUALQUER PARCEIRO DO BIRA QUE A ENCONTRAR POR AÍ, ONDE QUER QUE
SEJA, TEM AUTORIZAÇÃO PARA TE TRAZER DE VOLTA E ACABAR O SERVIÇO.
Jorge se dá por satisfeito. O pastor pergunta
se ele quer uma oração. Ele diz que naquele momento não, mas que a congregação
continue se lembrando dele em suas preces.
O povo se retira. Na frente, as
mulheres aparando Luana que está com o rosto, as costas e as pernas em carne
viva. Atrás, os homens fazendo uma barreira e, por último, o pastor. Todos saem
sem olhar para trás.